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Este artigo explora as dinâmicas e condições subjacentes dos primeiros meses do levante na Síria, de meados de março de 2011 até o verão daquele ano. Juntamente com as contribuições de Dalmasso e Kandil, ele aproveita a oportunidade criada pelos levantes árabes para lançar uma nova luz sobre padrões de mobilização social e ação coletiva que programas de pesquisa focados na resiliência autoritária tendem a negligenciar. Especificamente, apresenta uma análise que critica e de forma solta empresta, comunica-se e espera fazer uma modesta contribuição para a teoria dos movimentos sociais (TMS). Embora a ameaça e a oportunidade sejam elementos necessários para a mobilização popular, elas não são suficientes. Assim, tanto a 'ameaça' quanto a 'oportunidade' precisam ser contextualizadas dentro do ambiente social e político específico, real ou percebido, dos 'primeiros levantadores' na Síria, a fim de apreciar seu significado local. O artigo argumenta ainda que os manifestantes, quando sob ameaça e diante da oportunidade, se levantaram coletivamente ao capitalizar suas densas redes sociais. Estruturas sociais fortes baseadas em clãs ou tribos, migração laboral circular, conexões transfronteiriças e práticas proliferantes denominadas como 'criminais' desempenharam um papel-chave variado na consolidação dessas redes sociais. Também se argumenta que a capacidade dessas redes de se dissolver facilmente umas nas outras devido ao seu alto grau de interconexão foi instrumental na mobilização coletiva e em sua capacidade de representar um desafio forte e duradouro ao regime.
Leenders et al. (Sun,) estudaram essa questão.