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O financiamento político atraiu muita atenção dos estudiosos nas últimas décadas, principalmente devido ao papel predominante do dinheiro público no apoio às atividades dos partidos. Menos atenção foi dada às doações privadas devido às dificuldades de encontrar dados confiáveis e à falta de relevância atribuída aos orçamentos dos partidos. No entanto, a literatura internacional sugere que as fontes privadas de dinheiro não devem ser negligenciadas na pesquisa política, pois podem agir como um instrumento estratégico que permite a doadores externos influenciar diretamente a política e os políticos. Neste artigo, focarei nas doações privadas declaradas pelos partidos como organizações e por seus candidatos em vários anos eleitorais, a fim de estabelecer se há uma tendência rumo à personalização do financiamento político, com aumentos na atenção dada por doadores externos a candidatos individuais em vez de organizações centrais de partidos. Os resultados produzidos pela análise de três anos eleitorais diferentes – selecionados para permitir o controle de variáveis potencialmente confundidoras – e duas arenas eleitorais diferentes – o Parlamento Nacional e o Parlamento Europeu – mostram que, enquanto a quantidade de dinheiro privado arrecadada pelos partidos está drasticamente diminuindo ao longo do tempo, as quantias recebidas por candidatos individuais seguem um caminho diferente: estes estão atraindo cada vez mais doações e ampliando suas redes pessoais de conexões com representantes da sociedade civil, apresentando diferenças substanciais entre formações políticas.
Chiara Fiorelli (Mon,) estudou esta questão.
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