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Apesar de seu apelo e aparente clareza, a ideia da cidade dual oculta uma imagem bastante vaga e confusa da cidade pós-industrial e seu padrão socioespacial. Este artigo foca no significado da cidade dual como um modelo espacial e sua relação com a ideia moderna de pobreza. Primeiro, as pressuposições do conceito de cidade dual são discutidas, sublinhando as relações ambíguas entre os conceitos de reestruturação econômica, polarização social e estratificação social, bem como a divisão socioespacial que a cidade dual sugere. Evidências dos Países Baixos são utilizadas para sustentar o argumento. Em segundo lugar, o conceito de chances de vida é introduzido para esclarecer o papel da concentração espacial da pobreza na formação do problema da pobreza urbana. Seguindo as três dimensões discernidas do conceito de chances de vida, argumenta-se que a concentração espacial da pobreza é tanto um resultado quanto parte das chances de vida restritas dos pobres urbanos.
E.T. van Kempen (Mon,) estudou essa questão.