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OBJETIVO: Aceita-se geralmente que um dos preditores mais importantes da recorrência em transtornos depressivos e bipolares é o número de episódios anteriores. No entanto, muito poucos estudos consideraram a tendência individual à recorrência nas análises do efeito do número de episódios sobre o risco de recorrências subsequentes em transtornos afetivos. MÉTODO: Modelos de fragilidade foram utilizados para estimar o efeito do número de episódios na taxa de recorrência, levando em conta a fragilidade individual em relação à recorrência. A base do estudo consistiu em 406 pacientes, 186 pacientes com transtorno depressivo e 220 pacientes com transtorno bipolar, que foram admitidos entre 1959 e 1963 no Hospital Psiquiátrico da Universidade de Zurich com um episódio afetivo e acompanhados até 1997. RESULTADOS: A taxa individual de recorrência subsequente foi encontrada em aumento com o número de episódios, mesmo quando o efeito foi ajustado para a fragilidade individual em relação à recorrência. O efeito dos episódios foi o mesmo em transtornos depressivos e bipolares e para homens e mulheres. CONCLUSÃO: Parece cada vez mais válido que, em transtornos depressivos e bipolares, o risco de recorrência subsequente aumenta com o número de episódios.
Kessing et al. (Sun,) estudaram essa questão.
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