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FUNDAMENTO: A evidência sobre violência obstétrica é relatada globalmente. Na Índia, pesquisas mostram que quase toda mulher passa por algum nível de desrespeito e abuso durante o parto, mais ainda em estados como Bihar, onde mais de 70% das mulheres dão à luz em hospitais. OBJETIVO: 1) Entender como as mulheres vivenciam e atribuem significado ao respeito, desrespeito e abuso durante o parto; e 2) documentar as expectativas das mulheres em relação ao cuidado respeitoso. MÉTODOS: O 'mapeamento corporal', um método participativo baseado em artes, foi aplicado. A análise é baseada em entrevistas aprofundadas com oito mulheres que participaram do exercício de mapeamento corporal em suas casas em favelas urbanas e vilarejos rurais. A análise foi guiada pela análise do discurso relacional feminista. RESULTADOS: As mulheres relataram suas experiências de parto em casa, em instalações públicas e em hospitais privados em termos simples do que sentiram como 'bom' e 'ruim'. As experiências boas incluíram ser bem tratadas, respeito à privacidade, acompanhante de escolha, uma cama para descansar, atendimento oportuno, intervenções menores, obtenção de consentimento para exame vaginal e cesariana, e melhor comunicação. As experiências ruins incluíram intervenções não consentidas, incluindo múltiplos exames vaginais por diferentes prestadores de cuidados, episiotomia sem anestesia, reparos e exploração uterina, abuso verbal, físico, sexual, extorsão, detenção e falta de privacidade. DISCUSSÃO: Os mapas corporais que capturam experiências de parto, criados por meio de um método participativo, retratam com precisão os partos respeitosos e desrespeitosos das mulheres e são úteis para entender a experiência das mulheres sobre um tema sensível em uma cultura patriarcal. Uma compreensão aprofundada das escolhas, experiências e expectativas das mulheres pode informar mudanças nas práticas e políticas e ajudar a desenvolver uma cultura de compartilhamento de experiências de parto.
Mayra et al. (Qui,) estudaram esta questão.
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