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Observa-se que os perfis de vento medidos em dosséis florestais e de culturas normalmente contêm um máximo secundário ou uma região de cisalhamento muito pequeno abaixo do nível de maior densidade de folhagem. Modelos unidimensionais que utilizam um coeficiente de transporte turbulento não conseguem prever um gradiente de velocidade inverso e, como resultado, análises de perfil normalmente implicam coeficientes que são irreais ou sem sentido. A análise da equação para a taxa local de mudança da tensão de Reynolds u′w′ mostra que o gradiente de velocidade pode inverter de sinal se a divergência do transporte turbulento de estresse for de sinal oposto e exceder em magnitude a correlação entre o gradiente de pressão e velocidade. Medidas diretas do transporte turbulento de u′w′ no milho (Zea mays L.) indicam que seu valor é consideravelmente maior do que nas camadas de ar acima e mostram que o estresse é transportado para baixo, das partes superiores da vegetação. Um modelo unidimensional de fluxo em dossel que resolve as equações para momento, tensão de Reynolds e os três componentes da energia cinética turbulenta, sem relacionar a tensão ao gradiente de velocidade média, prevê um fraco máximo secundário no perfil do vento para um dossel de milho.
Roger H. Shaw (Sun,) estudou esta questão.