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OBJETIVOS: Pacientes com mieloma múltiplo (MM) relatam alta carga de sintomas e redução da qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) em comparação a pacientes com outras malignidades hematológicas. O objetivo desta revisão foi analisar estudos longitudinais publicados incluindo pacientes com MM de acordo com a mudança nas pontuações de QVRS, que é percebida como benéfica para o paciente de acordo com duas diretrizes publicadas. MÉTODOS: Uma busca na literatura foi realizada em maio de 2016. Publicações com acompanhamento longitudinal utilizando o instrumento EORTC QLQ-C30 para medição da QVRS de funcionamento físico, qualidade de vida global, fadiga e/ou dor foram incluídas. Uma análise da mudança média em relação ao baseline foi realizada de acordo com a diferença mínima importante (DMI). RESULTADOS: Melhorias grandes e moderadas na QVRS foram relatadas durante os tratamentos de primeira linha. Nenhuma mudança clinicamente benéfica ou deteriorações nas pontuações de qualidade de vida global ou fadiga foram relatadas durante o tratamento de recaída. Os dados de QVRS durante a terapia de manutenção são escassos e inconclusivos. CONCLUSÕES: Diretrizes para interpretação de mudanças na QVRS, incluindo definições de DMI, foram desenvolvidas; no entanto, falta consenso. Melhorias na QVRS são muito mais prováveis de ocorrer durante a primeira linha em comparação com esquemas de tratamento para recaídas. O contexto dessas descobertas deve ser enfocado em estudos futuros, e as medições de QVRS devem ser integradas em estudos de manutenção.
Nielsen et al. (Ter,) estudaram esta questão.
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