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O desfecho clínico para pacientes com leucemia mieloide crônica (LMC) mudou drasticamente nos últimos 15 anos. Isso se deve ao desenvolvimento de inibidores de tirosina quinase (ITQs), compostos que inibem a atividade da proteína oncogênica BCR-ABL1. O imatinibe foi o primeiro ITQ desenvolvido para LMC, e levou a altas taxas de respostas cito genéticas completas e à melhora da sobrevida dos pacientes com essa doença. No entanto, cerca de 35% dos pacientes na fase crônica tratados com imatinibe desenvolverão resistência ou intolerância a esse medicamento. O reconhecimento do problema da falha do imatinibe levou ao desenho de ITQs de segunda geração (dasatinibe, nilotinibe e bosutinibe). Esses medicamentos são altamente ativos no cenário de resistência ou intolerância ao imatinibe. Mais recentemente, tanto o nilotinibe quanto o dasatinibe foram aprovados para uso de primeira linha em pacientes com LMC na fase crônica. O ponatinibe representa a última geração de ITQs, e este medicamento foi desenvolvido com o objetivo de direcionar uma mutação específica do BCR-ABL1 (T315I), que surge no contexto de terapia prolongada com ITQs e leva à resistência a todos os ITQs disponíveis comercialmente. Paralelamente ao desenvolvimento de medicamentos específicos para o tratamento da LMC, grandes avanços foram feitos no campo do monitoramento da doença e da padronização dos critérios de resposta. Nesta revisão, resumimos como a terapia com ITQs para LMC evoluiu durante a última década.
Santos et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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