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Apesar do fato de que o fator de necrose tumoral (TNF) - ligante que induz apoptose relacionado ao TNF (TRAIL) e seus receptores (TRAIL-Rs) são expressos na mucosa intestinal, pouco se sabe sobre o papel biológico desse sistema na fisiologia das células intestinais. A expressão de TRAIL de superfície e TRAIL-R1, -R2, -R3, -R4 foi examinada por citometria de fluxo na linha celular humana imortalizada tsFHI sob condições de cultura que promovem crescimento ou interrupção do crescimento e expressão de características diferenciais. Um aumento progressivo da expressão de TRAIL de superfície paraleou a diferenciação do tsFHI, consistente com a análise de imuno-histoquímica mostrando um aumento da coloração imuno-histoquímica para TRAIL ao longo do eixo cripta-vilo na mucosa jejunal normal. Apesar da presença dos "receptores da morte" TRAIL-R1 e TRAIL-R2, o TRAIL recombinante não foi citotóxico para as células tsFHI. A exposição do tsFHI ao TRAIL recombinante, ao contrário, aumentou/antecipou os níveis de expressão dos inibidores de quinase dependentes de ciclina p21 e p27, que mediam a indução da interrupção do crescimento e a estabilização de características diferenciais, respectivamente, assim como do marcador canônico de diferenciação DPPIV. A atividade indutora de diferenciação do TRAIL foi abolida pela pré-incubação com uma quimera Fc-TRAIL-R2. Por outro lado, o TRAIL não modulou significativamente os níveis de osteoprotegerina (OPG), CXCL8/IL-8, CXCL9/MIG e CXCL10/IP10 liberados espontaneamente ou induzidos por citocinas inflamatórias. Juntas, esses dados sugerem que o TRAIL pode atuar como uma citocina trófica paracrina no epitélio intestinal, promovendo a diferenciação celular intestinal.
Rimondi et al. (2005) estudaram essa questão.
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