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Case report identifies a link between perianal infection and Henoch-Schönlein purpura in an adult, indicating diagnostic importance.
Introdução A vasculite leucocitoclástica (VLC) é uma vasculite de pequenos vasos caracterizada por púrpura palpável, infiltrado neutrofílico perivascular e necrose fibrinoide. Suas principais causas incluem infecções, fármacos e doenças autoimunes. A púrpura de Henoch-Schönlein (PHS), ou vasculite por IgA, é definida por depósitos de IgA na imunofluorescência direta (IFD). Embora mais comum em crianças, pode ocorrer em adultos, geralmente com maior gravidade. A sensibilidade da IFD depende do tempo de processamento da amostra, pois os imunocomplexos podem se degradar rapidamente. Relato de caso JJF, 57 anos, internado em fevereiro por abscesso perianal refratário à antibioticoterapia ambulatorial (levofloxacino, cefalexina e amoxicilina-clavulanato), com febre diária. No dia anterior à internação, apresentou púrpura palpável em membros inferiores, com progressão para tronco e membros superiores, associada a artralgia poliarticular e edema articular, sugerindo PHS. Ao exame, encontrava-se hemodinamicamente estável, com múltiplas lesões purpúricas, sem sinais de acometimento visceral. A biópsia cutânea evidenciou VLC à histopatologia. A IFD foi negativa para IgA, IgG, IgM, C3 e fibrinogênio. A amostra foi processada cerca de 22 horas após a coleta, intervalo potencialmente suficiente para degradação dos depósitos de IgA. Diante do quadro clínico típico, associado a foco infeccioso desencadeante e ausência de nefrite, manteve-se como principal hipótese diagnóstica a PHS. O paciente recebeu meropenem e vancomicina por 7 dias, com resolução do abscesso, além de metilprednisolona 90 mg/dia por 5 dias, com melhora das lesões cutâneas, recebendo alta para seguimento ambulatorial. Conclusão A PHS em adultos é incomum e requer alta suspeição clínica. Neste caso, a associação entre infecção perianal e púrpura palpável ascendente com poliartrite, somada à histopatologia compatível, sustenta o diagnóstico. A negatividade da IFD não exclui PHS, especialmente diante de atraso no processamento da amostra, que pode gerar falso-negativo. O caso reforça a importância da correlação clínico-patológica e do processamento precoce da biópsia para maior acurácia diagnóstica.
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Caixeta et al. (2026) studied this question.
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