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CONTEXTO: Jovens adultos no trabalho sem nível educacional básico (BEL) e jovens adultos em Nenhuma Emprego, Educação ou Formação (NEET) estão em alto risco de resultados adversos no emprego. Há falta de evidências sobre o impacto de problemas de saúde mental durante a infância, adolescência e juventude nos resultados de emprego dos jovens adultos. Portanto, os objetivos deste estudo foram (1) identificar trajetórias de problemas de saúde mental da infância à juventude e (2) investigar a relação entre essas trajetórias e o status educacional ou de emprego dos jovens adultos. MÉTODOS: Dados foram utilizados do Estudo de Acompanhamento da Vida Individual de Adolescentes (TRAILS), um estudo de coorte prospectivo holandês com acompanhamento de 9 anos. Trajetórias de problemas de saúde mental medidas aos 11, 13,5, 16 e 19 anos foram identificadas em 1711 jovens adultos com modelos de crescimento de classe latente. RESULTADOS: Jovens adultos com trajetórias de problemas totais altas e estáveis, da infância à juventude, eram mais propensos a trabalhar sem BEL ou estar em NEET aos 19 anos, do que estar na escola ou trabalhar com BEL (28,0% vs 16,0%, p=0,01). O mesmo foi encontrado para problemas externalizantes (35,3% vs 23,2%, p=0,02). Para problemas internalizantes e de atenção, nenhuma diferença estatisticamente significativa foi encontrada. CONCLUSÕES: Jovens adultos com trajetórias altas e estáveis de problemas de saúde mental da idade 11 a 19 estavam em risco de resultados adversos no emprego. Intervenções que reduzam problemas de saúde mental na infância podem melhorar o status educacional ou de emprego dos jovens adultos e suas chances de entrar com sucesso no mercado de trabalho.
Veldman et al. (Mon,) estudaram essa questão.