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A ortopedia infantil presurgica tem sido empregada desde a década de 1950 como uma terapia neonatal adjunta para a correção de fissura de lábio e palato. A moldagem nasoalveolar representa uma mudança de paradigma em relação aos métodos tradicionais de ortopedia infantil presurgica. Um dos problemas que a abordagem tradicional não abordou foi a deformidade das cartilagens nasais em fissuras unilaterais, assim como bilaterais, de lábio e palato e a deficiência de tecido da columela em bebês com fissuras bilaterais. A técnica de Moldagem Nasoalveolar (NAM) utiliza suportes nasais de arame e acrílico anexados a uma prótese intraoral. Este aparelho é usado para moldar as cartilagens nasais, pré-maxila e cristas alveolares em forma e posição normais durante o período neonatal. Na prática, esse manejo presurgico do bebê com fissura visa reduzir a gravidade da deformidade oronasal antes da cirurgia. Esta técnica aproveita a maleabilidade da cartilagem nasal imatura e sua capacidade de manter uma correção permanente de sua forma. Além disso, demonstramos a capacidade de alongar a columela de forma não cirúrgica em fissuras bilaterais de lábio e palato através da aplicação de princípios de expansão de tecido. Isso é realizado pelo alongamento gradual dos suportes nasais e pela aplicação de forças direcionadas ao lábio e ao nariz. A utilização da técnica NAM eliminou cicatrizes cirúrgicas associadas à reconstrução tradicional da columela, reduziu o número e o custo de procedimentos cirúrgicos de revisão e se tornou o padrão de atendimento neste Centro de Fissura Palatal.
Grayson et al. (2005) estudaram esta questão.