Resumo Este estudo analisa a trajetória assistencial de mulheres ribeirinhas atendidas pela Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) no planejamento reprodutivo, destacando desafios no acesso e na continuidade do cuidado. Utilizando abordagem qualitativa dentro de um estudo de método misto sequencial, foram realizadas entrevistas com usuárias, profissionais da UBSF e gestores da Secretaria Municipal de Saúde. Os resultados indicam que, apesar da presença da UBSF facilitar o atendimento no território rural, barreiras como a sazonalidade dos rios, dificuldades logísticas e oferta limitada de métodos contraceptivos comprometem a efetividade do planejamento reprodutivo. Além disso, a fragmentação da linha de cuidado e a desarticulação entre os níveis assistenciais dificultam o acesso a métodos contraceptivos especializados, como DIU e laqueadura, obrigando as usuárias a enfrentarem deslocamentos onerosos e burocracias excessivas. A falta de coordenação entre a Atenção Básica e especializada agrava essas dificuldades, sobrecarregando as mulheres com a responsabilidade de garantir seu próprio acesso aos cuidados necessários. Ressalta-se a importância de fluxos diferenciados que garantam acesso integral ao planejamento reprodutivo por mulheres ribeirinhas.
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Andrade et al. (2025) studied this question.
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