A seleção artificial de cães, voltada principalmente para características estéticas, resultou em alterações anatômicas e fisiológicas que comprometem a saúde e o bem-estar de raças braquicefálicas. Entre essas alterações destaca-se a Síndrome Obstrutiva das Vias Aéreas dos Braquicefálicos (BOAS), condição congênita caracterizada por estenose de narinas, prolongamento do palato mole, e, em casos mais graves, colapso de traqueia e laringe. Essas modificações levam a sinais clínicos respiratórios e gastrointestinais, como dispneia, intolerância ao exercício, síncope, regurgitação e vômitos, que comprometem significativamente o bem-estar desses animais. O diagnóstico envolve exame físico detalhado, em conjunto com exames de imagem, como a endoscopia, tomografia e avaliação cardiológica e laboratorial, fundamentais para determinar a gravidade da síndrome e orientar o manejo. O tratamento pode ser conservador, com medidas paliativas de manejo e uso de anti-inflamatórios, ou cirúrgico, sendo este o único capaz de corrigir as alterações congênitas. O procedimento anestésico, em caso de intervenções cirúrgicas, exige protocolos individualizados, monitoramento intensivo e cuidados específicos, devido ao alto risco de complicações respiratórias e cardiovasculares. O seu prognóstico é variável, dependendo da idade, da gravidade das alterações e da resposta ao tratamento, mas a intervenção precoce e adequada pode proporcionar significativa melhora na sobrevida e no bem-estar desses animais.
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Gomes et al. (2026) studied this question.
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