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ANTECEDENTES: As medições ecocardiográficas são amplamente utilizadas como desfechos em diferentes estudos. O objetivo deste estudo foi avaliar a confiabilidade intraobservador e interobservador das medições ecocardiográficas em crianças saudáveis. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudamos 28 crianças, com uma idade média de 7,5 anos e intervalo interquartil de 3 a 11 anos. A confiabilidade intraobservador e interobservador foi avaliada por medições repetidas dos diâmetros da raiz da aorta, do átrio esquerdo e da estrutura end-diastólica do ventrículo esquerdo. Também medimos a espessura septal end-diastólica ventricular e a espessura end-diastólica da parede posterior do ventrículo esquerdo. Calculamos os coeficientes de correlação intraclasse, com intervalos de confiança de 95% correspondentes, e computamos os gráficos de Bland e Altman, permitindo-nos derivar limites de concordância mais ou menos 2 desvios padrão para as diferenças médias nas medições cardíacas. RESULTADOS: Encontramos altos coeficientes de correlação intraclasse intraobservador e interobservador, variando de 0,91 para a espessura do septo ventricular, com intervalos de confiança de 95% de 0,78 a 0,96, até 0,99 para o diâmetro da raiz da aorta, com intervalo de confiança de 95% de 0,97 a 1,00. Os limites de concordância nos gráficos de Bland e Altman variaram de zero milímetros para a espessura da parede posterior end-diastólica do ventrículo esquerdo a 1,60 milímetros (6,3%) para o diâmetro do átrio esquerdo. CONCLUSÕES: Nosso estudo demonstrou boa repetibilidade e reprodutibilidade para medições ultrassonográficas das estruturas cardíacas esquerdas em crianças, mostrando que os valores obtidos para a medição dessas estruturas em projetos de pesquisa clínica e epidemiológica podem ser aceitos com confiança.
Geelhoed et al. (2009) estudaram esta questão.