Objetivo: Avaliar a prevalência da inadequação no consumo de nutrientes entre gestantes atendidas em Unidades Básicas de Saúde de Picos-PI, Brasil. Métodos: Estudo transversal envolvendo 72 gestantes. Coletaram-se dados sociodemográficos e de estilo de vida, além de informações sobre ingestão dietética, a partir de 3 recordatórios alimentares de 24 horas. Calcularam-se prevalências de inadequação para carboidrato, cálcio, ferro, vitaminas A, C, E e ácido fólico, baseando-se em suas respectivas médias estimadas (EAR); avaliou-se a adequação da ingestão energética habitual em relação ao gasto energético usual indiretamente pelo índice de massa corporal (IMC). Resultados: Verificou-se que 86,1% (n=62) das gestantes apresentavam renda per capita inferior a 1 salário mínimo, 4,2% (n=3) fumavam e 11,1% (n=8) faziam uso de bebida alcoólica durante a gestação. No que se refere ao consumo, os carboidratos e a vitamina C tiveram prevalência de inadequação menor que 2%, enquanto a vitamina A ficou entre 30% e 50%. Cálcio, ferro, ácido fólico e vitamina E tiveram prevalência de inadequação maior que 98%. Ao considerar que 38,9% (n=28) das gestantes estavam com excesso de peso e 4,2% (n=3), com baixo peso, presume-se elevada prevalência de consumo inadequado de energia. Conclusão: Houve elevada prevalência de inadequação no consumo dos micronutrientes cálcio, ferro, ácido fólico e vitamina E nas gestantes, além de inadequação de consumo energético – situação preocupante, visto que pode desencadear consequências adversas para o binômio mãe-filho. doi: 10.5020/18061230.2014.p357
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Lacerda et al. (2014) studied this question.
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