A ideia de que a competitividade dos países depende, em parte, dos níveis de literacia das populações continua a ter a sua sustentação nas sociedades modernas e industrializadas.Esse entendimento tem tomado forma na imergência contínua de cursos de educação e formação para adultos com baixas qualificações, com vista ao desenvolvimento de competências de uso de textos escritos.Na fundamentação destas iniciativas formativas está a visão da leitura e da escrita enquanto técnicas e capacidades que se adquirem e, por isso, independentes dos contextos onde são produzidas e usadas.Numa tentativa de mostrar ao domínio público que a literacia não pode, nem deve, ser reduzida a categorias linguísticas e cognitivas, os Autores dos livros que comento, mostram, a partir da análise de práticas textuais de várias pessoas, com lugar em contextos formais e informais, como a leitura e a escrita são complexas actividades humanas, assentes em relações sociais também complexas.Neste sentido, e embora os livros em análise constituam diferentes estudos, assumem ambos como enquadramento teórico uma perspectiva social de literacia, isto é, a literacia entendida enquanto conjunto de práticas sociais, histórica e culturalmente situadas, e observáveis em eventos mediados por textos.Para os Autores, as práticas de literacia são, então, percebidas como modos culturais de utilização da linguagem escrita a que as pessoas recorrem diariamente e que moldam os eventos de literacia.Na medida em que em tais eventos, os modos como se usam os textos variam, pressupõe-se que a literacia não é a mesma em todos os contextos, podendo inclusivamente sofrer variações ao longo do tempo.Neste âmbito, e mesmo antes de apresentarem os dados dos estudos, os Autores de Local Literacies.
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Cristina Silva (2013) studied this question.