Bruno Pettersen 1Certos pensadores são capazes de instigar ou perturbar os seus leitores mesmo após mais de 200 anos da publicação de sua obra.Este é o caso de David Hume.Mesmo com a clareza de estilo, a substancial obra de Hume gera constantemente diversos puzzles aos seus intérpretes.É no intuito de solucioná-los que Don Garrett nos apresenta seu livro Cognition and Commitment in Hume's Philosophy, o qual é dividido em dez capítulos de uma cuidadosa investigação do texto humeano.No primeiro capítulo a discussão é centrada no seguinte problema: como os dois termos "intelecto" e "imaginação" se dispõem na obra de Hume?A resposta de Garrett provém de uma longa referência destes dois termos à tradição moderna: Hume nega o intelecto (junto com Locke) e enfatiza o conceito de imaginação.Tal conclusão leva Garrett a expor cinco tipos de empirismo, cada qual representando uma faceta do empirismo humeano, são eles: o empirismo metodológico, conceitual, nomológico, explanatório e redutivista.O famoso "Princípio da Cópia" é focalizado no segundo capítulo, sendo que Garrett indica duas possíveis inconsistências neste princípio dadas segundo a orientação empirista de Hume: primeiro, seria ele um princípio a priori, e segundo, seria ele um princípio universal que não admite exceções?Garrett afirma que estas duas aparentes inconsistências são resolvidas ao assumirmos que o princípio da cópia é um princípio metodológico apenas, não a priori e, que este é um princípio de psicologia cognitiva, dado como uma generaliza-RESENHA
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Bruno Batista Pettersen (2003) studied this question.