O livro Constructing and Reconstructing Childhood: Contemporany Issues in the Sociological Study of Childhood foi editado pela antropóloga Allison James e pelo sociólogo Alan Prout sendo considerado uma obra clássica para o campo da sociologia da infância, principalmente pela proposta de um novo paradigma para orientar os estudos das crianças e da infância -o qual problematiza o conceito tradicional de socialização que coloca as crianças como passivas e devires, para conceituar as crianças como atores sociais e a infância como categoria socialmente construída -o que sem dúvida representa uma contribuição fundamental para mudar a lente utilizada para estudá-las e pesquisa-las nas sociedades ocidentais.A edição do livro relaciona-se ao um campo de estudo emergente dentro da sociologia, denominado sociologia da infância, o qual compõe e evoca hoje uma área maior do conhecimento a partir do envolvimento de diversas disciplinas, conhecido como estudos da infância.Ao propor esse novo olhar para pensar as crianças e a infância na sociedade, a antropologia, história, psicologia, sociologia, estudos feministas, filosofia, geografia e entre outras disciplinas tem engajado profissionais e pesquisadores de diversos países para dedicarem-se aos múltiplos temas que envolvem a infância assim como realizar pesquisas com as crianças.Sua primeira edição foi publicada em 1990, composto por dez capítulos, o livro chama atenção, desde o início, para explorar as maneiras que a infância é socialmente construída e sobre o engajamento de reconstruir o conceito de infância a fim de romper com a maneira tradicional como a compreendemos, assim como reconfigurar o entendimento do papel das crianças.O primeiro capítulo de Alan Prout e Allison James, intitulado "Um novo paradigma para a sociologia da infância?Proveniência, promessa e problemas", discute a natureza do conceito infância a partir de abordagens dominantes que desenvolveram um modelo de criança relacionado ao crescimento biológico e remetendo a infância como uma preparação para a vida adulta.Os autores criticam as representações tradicionais advindas da psicologia do desenvolvimento e das teorias clássicas de socialização que construíram a ideia de uma criança natural, passiva, incompetente e incompleta, reportando-se a infância como universal destacando a emergência de um paradigma que reconstrua essas visões e forneça novas direções para os estudos da infância.Este novo paradigma se trata da proposta dos autores em reconceitulizar as crianças e a infância, de forma a tornar visível a voz das crianças no campo científico, considerando-as como agentes sociais, que devem ser estudadas em seu próprio direito.Para este fim os autores propõem alguns princípios:
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Monique Aparecida Voltarelli (2017) studied this question.