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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que vai estimar o mercado de drogas ilícitas nas contas nacionais. Esta nota examina o método internacional que o instituto diz seguir (manual Eurostat de 2018), com o caso italiano como referência, e confronta cada parcela da conta (usuários, consumo, preço, pureza, importação e exportação, custos) com os dados disponíveis no Brasil: as duas pesquisas nacionais de uso de drogas (Fiocruz, 2015; LENAD III, 2023), que divergem em cerca de duas vezes sobre o uso de cocaína; os preços informados ao UNODC, sem dado de pureza; as apreensões das polícias federais e estaduais; e o Monitor de Apreensões de Drogas do Grupo de Pesquisa Sociedades Punitivas, com as apreensões de Rondônia e do Amazonas em 2024. Argumenta que a receita-padrão, desenhada para países apenas consumidores, deixa de fora o papel do Brasil como corredor de exportação da cocaína.
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Rodolfo Jacarandá (2026) studied this question.
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