Why the study?
Early identification of patients at higher risk for cardiotoxicity is essential to individualize cardiovascular monitoring during acute leukemia treatment. Beyond anthracycline exposure, the association of clinical characteristics, cardiovascular risk factors, and specialized cardiology follow-up with ventricular dysfunction in patients with relapsed or refractory acute leukemia required evaluation.
Are clinical characteristics, cardiovascular risk factors, and cardiology follow-up associated with the occurrence of cardiotoxicity in patients with relapsed or refractory acute leukemia treated with anthracyclines?
Cohort (n=115)
No
Are clinical characteristics, cardiovascular risk factors, and cardiology follow-up associated with the occurrence of cardiotoxicity in patients with relapsed or refractory acute leukemia treated with anthracyclines?
In patients with relapsed or refractory acute leukemia treated with anthracyclines, cardiotoxicity occurred in 25.2% and was significantly associated with lower baseline LVEF at relapse, hypertension, obesity, smoking, and fewer cardiology consultations, highlighting the need for structured cardio-oncology surveillance.
Introdução A identificação precoce de pacientes com maior risco de cardiotoxicidade é fundamental para individualizar a monitorização cardiovascular durante o tratamento da leucemia aguda. Além da exposição às antraciclinas, fatores clínicos e o acompanhamento especializado podem influenciar a ocorrência de disfunção ventricular, especialmente em pacientes submetidos a múltiplas linhas terapêuticas. Objetivo Avaliar a associação entre características clínicas, fatores de risco cardiovasculares e acompanhamento cardiológico com a ocorrência de cardiotoxicidade em pacientes com leucemia aguda recidivada ou refratária tratados com antraciclinas. Métodos Estudo de coorte retrospectivo, unicêntrico, incluindo pacientes com idade superior a 15 anos, diagnosticados com leucemia aguda recidivada ou refratária e tratados entre janeiro de 2012 e dezembro de 2023. Foram avaliados idade, sexo, tempo até recidiva, fatores de risco cardiovasculares, fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), número de consultas com cardiologista, exposição a outras drogas potencialmente cardiotóxicas e estratificação pelo escore HFA-ICOS. A cardiotoxicidade foi definida por critérios ecocardiográficos. As comparações utilizaram testes de Mann-Whitney, qui-quadrado e exato de Fisher, considerando significância de p<0,05. Resultados Foram incluídos 115 pacientes, dos quais 29 (25,2%) apresentaram cardiotoxicidade. A idade média foi discretamente menor entre os pacientes com cardiotoxicidade (46,41±20,21 versus 49,28±15,73 anos; p=0,0475). O intervalo entre o diagnóstico inicial e a recidiva foi significativamente maior no grupo com cardiotoxicidade (22±24,39 versus 11,34±13,70 meses; p=0,0253). A FEVE na recidiva foi significativamente inferior entre os pacientes que desenvolveram cardiotoxicidade (55,21±8,59% versus 63,55±6,02%; p<0,00001). Hipertensão arterial (p=0,0408), obesidade (p=0,0029) e tabagismo (p=0,0122) mostraram associação com o desfecho, enquanto diabetes mellitus, dislipidemia e exposição prévia a antraciclinas não apresentaram significância estatística. Os pacientes com cardiotoxicidade realizaram menor número de consultas com cardiologista durante o período avaliado (0,26±0,65 versus 2,41±5,83; p=0,0001). A maioria dos pacientes foi classificada como de baixo risco pelo escore HFA-ICOS, embora tenha sido observada tendência de maior frequência de cardiotoxicidade entre aqueles classificados como risco moderado (p=0,0511). Conclusão A cardiotoxicidade esteve associada à pior função ventricular, maior tempo até a recidiva, hipertensão arterial, obesidade, tabagismo e menor acompanhamento cardiológico. Esses achados reforçam a necessidade de vigilância cardiovascular estruturada em pacientes submetidos a tratamento intensivo para leucemia aguda recidivada ou refratária, permitindo identificação precoce de alterações cardíacas e implementação de estratégias preventivas em cardio-oncologia.
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ARRUDA et al. (2026) conducted a cohort in Relapsed or refractory acute leukemia (n=115). Clinical characteristics, cardiovascular risk factors, and cardiology follow-up vs. Patients without cardiotoxicity was evaluated on Cardiotoxicity defined by echocardiographic criteria (p=<0.00001).
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