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Informados por modelos abstratos de mudança ou estabilidade linguística ao longo do tempo, apresentamos um estudo longitudinal de duas mulheres afro-americanas, entrevistadas inicialmente na adolescência e regravadas vinte anos depois. Como adolescentes, elas usavam características morfo-sintáticas do AAVE de forma voraz. Mas, como adultas empregadas, essas mulheres se distanciam de suas atividades e redes sociais adolescentes, apresentando um uso vernáculo consideravelmente reduzido que se alinha com sua preocupação articulada de progredir. A interpretação diacrônica que melhor caracteriza sua transformação é a classificação etária, em vez da mudança geracional, uma vez que a mudança a nível individual é acompanhada de estabilidade a nível comunitário. A situação é complicada por gravações intermediárias que mostram que uma das falantes é uma camaleoa estilística, capaz desde sua adolescência de variar as taxas de ausência de cópula dependendo do interlocutor, tópico e persona projetada. Mas a interpretação de classificação etária da mudança a nível individual permanece válida com base na evidência de seu uso reduzido do verbete habitual be2 e da ausência de –s no presente do singular da terceira pessoa. O caso destaca a importância de dar mais atenção à variação estilística e incluir mais de dois pontos no tempo em estudos sociolinguísticos de mudança em tempo real e aparente.
Rickford et al. (Mon,) estudaram esta questão.
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