A história local é frequentemente marginalizada dentro da grand narrativa da história nacional, resultando na sub-representação das identidades culturais regionais na memória coletiva. Essa condição contribui para o baixo nível de consciência histórica dos alunos, enraizada em experiências e saberes locais. Este estudo tem como objetivo analisar criticamente, avaliar a relevância e formular um modelo para integrar o patrimônio histórico local no aprendizado de história, a fim de promover a consciência histórica, cultivar atitudes reflexivas e promover a descolonização do saber por meio da aplicação da pedagogia crítica. A pesquisa utilizou uma abordagem qualitativa com um desenho de estudo de caso. Os sujeitos consistiram em 6 professores de história, 5 líderes tradicionais e 45 alunos do ensino médio, enquanto os instrumentos de pesquisa incluíram guias de entrevista, folhas de observação e formatos de análise de documentos. Os dados foram coletados por meio de entrevistas aprofundadas, observação participante e análise de documentos, e analisados utilizando técnicas de triangulação temática para garantir a validade das descobertas. Os resultados mostram que a integração da história local pode transformar os papéis dos alunos de receptores passivos em criadores ativos de significado, fortalecer a consciência histórica e criar espaço para reflexão crítica sobre narrativas históricas dominantes. O estudo conclui que o aprendizado de história baseado na pedagogia crítica pode servir como uma estratégia eficaz para abordar a marginalização da história local, ao mesmo tempo que reforça a identidade cultural dos alunos. As implicações destacam a importância de desenvolver currículos inclusivos e práticas pedagógicas transformadoras que sejam relevantes para contextos culturais locais e enriqueçam o discurso teórico da pedagogia crítica.
Asril et al. (Mon,) estudaram esta questão.