Os dispositivos de ancoragem temporária (TADs) tornaram-se integrantes da biomecânica ortodontica contemporânea, proporcionando ancoragem esquelética confiável, independente do suporte dental ou da conformidade do paciente. Esta revisão narrativa sintetiza as evidências atuais sobre a classificação dos TADs, parâmetros de design, princípios biomecânicos, protocolos de inserção clínica, manejo de complicações e inovações tecnológicas. Revisamos a literatura fundamental e estudos clínicos recentes com ênfase nos fatores que afetam a estabilidade primária e secundária, incluindo torque de inserção, angulação, características do osso cortical e considerações sobre tecidos moles. Técnicas auto perfurantes são geralmente preferidas para locais maxilares, enquanto a pré-perfuração permanece indicada em osso mandibular denso para reduzir o risco térmico e a sobrecarga de torque. O sucesso clínico é otimizado quando o torque de inserção é mantido entre 5 e 10 N·cm e a anatomia específica do local é respeitada. As taxas de sobrevivência relatadas superam 85-95% quando protocolos adequados são seguidos. Embora os TADs estejam associados a taxas de complicações relativamente baixas, as falhas geralmente ocorrem precocemente e estão ligadas a torque excessivo, má higiene ou inflamação. Novas tecnologias, como a colocação guiada por tomografia computadorizada de feixe cônico, guias cirúrgicas impressas em 3D e ferramentas de planejamento baseadas em IA oferecem caminhos promissores para um tratamento mais seguro e individualizado. Em conclusão, os TADs representam uma opção previsível e versátil para ancoragem esquelética em ortodontia, desde que o design mecânico, a adaptação biológica e o manejo clínico sejam integrados de forma coerente em estratégias específicas para o paciente.
Bungău et al. (Wed,) estudaram esta questão.