No final da década de 1960, surgiu uma nova política externa do Vaticano sob o Papa Paulo VI. Esta combinava uma agenda anticolonial com uma política em relação aos países comunistas da Europa Oriental, a Ostpolitik do Vaticano (1966-1972). Ambos os aspectos da nova política foram contestados pelos episcopados polonês e português, que julgavam que a dinâmica política resultante do Vaticano II e das políticas anticoloniais e de Ostpolitik do Papa Paulo VI enfraqueciam o compromisso do Vaticano com a Guerra Fria. Uma crítica paralela à Ostpolitik do Vaticano e às políticas anticoloniais emergiu durante as discussões sobre "Justiça no Mundo" no Sínodo dos Bispos de 1971. Os bispos portugueses se opuseram a ambas as políticas, argumentando que a nova política externa desviava a atenção da luta existencial contra o comunismo e a União Soviética.
Madalena Meyer Resende (qui,) estudou esta questão.