A reatividade cerebrovascular (medida pelo índice de apneia) prevê o declínio cognitivo em pacientes com doença de Alzheimer?
A reatividade cerebrovascular prejudicada, medida pelo índice de apneia, é um preditor significativo de declínio cognitivo ao longo de 12 meses em pacientes com doença de Alzheimer.
Contexto e Objetivo— O objetivo deste estudo foi explorar a possível contribuição de alterações na hemodinâmica cerebral para a evolução do comprometimento cognitivo em pacientes com doença de Alzheimer (DA). Método— Cinquenta e três pacientes com DA foram investigados. A evolução do declínio cognitivo ao longo de 12 meses foi avaliada por meio de mudanças nos scores do Mini Mental State Examination (MMSE) e da Escala de Avaliação da Doença de Alzheimer para Cognição (ADAS-Cog). Características demográficas, perfil de risco vascular, tratamento farmacológico e a presença de lesões na substância branca foram avaliados na entrada. Além disso, uma avaliação basal da reatividade cerebrovascular à hipercapnia foi medida com ultrassonografia Doppler transcraniana usando o índice de apneia (BHI). Resultados— De todas as variáveis consideradas, tanto as mudanças no MMSE quanto no ADAS-Cog tiveram a maior correlação com o BHI, seguidas pela idade e diabetes. Após subdividir as reduções nas duas medidas cognitivas em declínios maiores e menores que a média (2 pontos para MMSE; 5 pontos para ADAS-Cog), a regressão logística múltipla indicou o BHI como o único preditor significativo de declínio cognitivo. Conclusões— Estes resultados mostram uma associação entre a funcionalidade prejudicada dos microvasos cerebrais e a evolução desfavorável da função cognitiva em pacientes com DA. Mais pesquisas são necessárias para estabelecer plenamente se a hemodinâmica cerebral alterada pode ser considerada um fator independente na sustentação do progresso do declínio cognitivo ou um efeito dos processos patológicos envolvidos na DA.
Silvestrini et al. (Sex,) estudaram esta questão.
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