Esta revisão fornece uma atualização sobre os mecanismos celulares, as vias de sinalização e os biomarcadores associados à cardiotoxicidade induzida por antraciclinas.
A cardiotoxicidade é um dos principais efeitos adversos da quimioterapia, afetando a conclusão das terapias contra o câncer e a qualidade de vida a curto e longo prazos. As antraciclinas são atualmente utilizadas para tratar vários tipos de câncer, incluindo as diversas formas de leucemia, linfoma, melanoma, câncer uterino, de mama e gástrico. A Organização Mundial da Saúde registrou as antraciclinas na lista de medicamentos essenciais. No entanto, as antraciclinas apresentam uma cardiotoxicidade significativa que pode, em última instância, culminar em insuficiência cardíaca congestiva. Considerando a crescente taxa de sobrevivência ao câncer, a importância clínica da cardiotoxicidade mediada por antraciclinas é uma questão médica emergente. Nesta revisão, focamos nas principais células progenitoras e células cardíacas (cardiomiócitos, fibroblastos e células vasculares), enfatizando as vias de sinalização envolvidas no dano celular e os biomarcadores clínicos na cardiotoxicidade mediada por antraciclinas.
Nebigil et al. (Mon,) estudaram esta questão.