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CONTEXTO: Avanços recentes em terapias contra o câncer melhoraram os resultados, resultando em um aumento da candidabilidade de pacientes com câncer metastático sendo admitidos em unidades de terapia intensiva (UTIs). Uma grande proporção de pacientes também apresenta fragilidade, predispondo-os a resultados ruins, no entanto, a literatura que relata sobre isso é escassa. Nosso objetivo foi avaliar o impacto da fragilidade na sobrevida de pacientes com câncer metastático admitidos na UTI. MÉTODOS: Neste estudo de coorte retrospectivo baseado em registro, usamos dados da base de dados da Sociedade de Terapia Intensiva da Austrália e Nova Zelândia para Pacientes Adultos (idade ≥16 anos) para identificar pacientes com câncer avançado (sólido e hematológico) e uma escala clínica de fragilidade (CFS) documentada admitidos em 166 UTIs australianas. Pacientes sem câncer metastático foram excluídos. Analisamos o efeito da fragilidade (CFS 5-8) sobre a sobrevida a longo prazo e como esse efeito variou em subgrupos específicos (subtipos de câncer, idade <65 anos ou ≥65 anos, e aqueles que sobreviveram à hospitalização). Como as estimativas tendem a se agrupar dentro dos centros e variam entre eles, utilizamos modelos de regressão de riscos proporcionais de Cox com estimadores robustos de variância para avaliar o efeito da fragilidade no tempo de sobrevida até 4 anos após a admissão na UTI entre os grupos. RESULTADOS: <0.0001). A fragilidade também foi associada a tempos de sobrevida mais curtos em pacientes que sobreviveram à hospitalização (1.49 1.40-1.59). INTERPRETAÇÃO: Em pacientes com câncer metastático admitidos na UTI, a fragilidade foi associada a uma pior sobrevida a longo prazo. Pacientes com fragilidade podem se beneficiar de um ensaio temporal limitado e concordante com os objetivos na UTI e necessitarão de manejo de suporte adequado após a terapia intensiva. FINANCIAMENTO: Nenhum.
Alamgeer et al. (Qua,) estudaram esta questão.
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