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A proposta central deste artigo é que os relatos verbais são dados. Considerar relatos verbais, assim como outros tipos de dados, requer a explicação dos mecanismos pelos quais os relatos são gerados e as maneiras como eles são sensíveis a fatores experimentais (instruções, tarefas, etc.). Dentro do quadro teórico do processamento de informação humana, discutimos diferentes tipos de processos subjacentes à verbalização e apresentamos um modelo de como os sujeitos, em resposta a uma instrução para pensar em voz alta, verbalizam informações às quais estão prestando atenção na memória de curto prazo (MCP). A verbalização de informações mostra afetar processos cognitivos apenas se as instruções exigirem a verbalização de informações que, de outra forma, não seriam atendidas. A partir de uma análise do que estaria na MCP no momento do relato, o modelo prevê o que pode ser relatado de forma confiável. Os relatos imprecisos encontrados por outras pesquisas demonstram resultar do pedido de informações que nunca foram diretamente consideradas, forçando assim os sujeitos a inferir em vez de recordar seus processos mentais. Após um longo período de tempo durante o qual as relações estímulo-resposta estavam no foco da atenção, a pesquisa em psicologia agora busca entender em detalhes os mecanismos e a estrutura interna dos processos cognitivos que produzem essas relações. No caso limite, gostaríamos de ter modelos de processo tão explícitos que realmente pudessem produzir o comportamento previsto a partir das informações no estímulo.
Ericsson et al. (Thu,) estudaram esta questão.