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FUNDAMENTAÇÃO: A certificação correta da causa da morte por médicos (ou seja, o preenchimento do atestado médico de causa de morte ou MCCOD) e a codificação correta de acordo com as regras da Classificação Internacional de Doenças (CID) são essenciais para produzir estatísticas de mortalidade de qualidade que informem a política de saúde. Apesar de diretrizes claras, erros na certificação médica são comuns. Este estudo mede objetivamente o impacto de diferentes erros na certificação médica na seleção da causa básica de morte. MÉTODOS: Uma amostra de 1592 MCCODs sem erros foi selecionada dos dados de múltiplas causas de morte dos Estados Unidos de 2017. Os dez tipos mais comuns de erros ao completar o MCCOD (de acordo com estudos publicados) foram simulados individualmente nos MCCODs sem erros. Após cada simulação, os MCCODs foram codificados usando software automatizado de codificação de mortalidade Iris. A concordância corrigida por chances (CCC) foi utilizada para medir o impacto dos erros de certificação na causa básica de morte. Pesos para cada tipo de erro e grupo do Índice Socioeconômico (SDI) (representando diferentes condições de mortalidade) foram calculados a partir da CCC e categorizados (muito alto, alto, médio e baixo) para descrever seu efeito na precisão da causa da morte. CONCLUSÕES: O único tipo de erro de muito alto impacto foi reportar uma condição mal definida como causa básica de morte. Erros de alto impacto foram encontrados ao relatar causas concorrentes na Parte 1 do atestado de óbito e ilegibilidade, com erros de impacto médio sendo relatar a causa subjacente na Parte 2 do atestado de óbito, intervalos de tempo incorretos ou ausentes e relatar causas contribuintes na Parte 1, e erros de baixo impacto compreendendo múltiplas causas por linha e sequência incorreta. Houve apenas uma pequena diferença na importância dos erros entre os grupos do SDI. As conclusões: Relatar uma condição mal definida como causa básica de morte pode afetar seriamente o resultado da codificação, enquanto outros erros de certificação foram mitigados pela aplicação correta das regras de codificação de mortalidade. O treinamento de médicos para não relatar condições mal definidas no MCCOD e dos codificadores de mortalidade em práticas de codificação corretas e no uso do Iris deve ser componentes importantes das estratégias nacionais para melhorar a qualidade dos dados sobre causa da morte.
Gamage et al. (Mon,) estudaram esta questão.