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OBJETIVO: Os autores documentaram a localização e a frequência da disseminação linfática no carcinoma de células escamosas do esôfago torácico e avaliaram a influência da dissecação linfática radical sistemática na sobrevida dos pacientes. RESUMO DE DADOS ANTECEDENTES: Com base na experiência cirúrgica acumulada, foi sugerido que alguns dos pacientes com envolvimento nodal pela doença poderiam ser curados por sua retirada. No entanto, apenas recentemente o câncer do esôfago foi avaliado em termos de análise da disseminação linfática e resultados da linfadenectomia. MÉTODOS: Entre 1298 pacientes admitidos no Hospital Toranomon entre 1973 e 1993, 913 (70,3%) submeteram-se a ressecções, incluindo procedimentos curativos e paliativos. Para este estudo, 717 pacientes com TNM RO (ressecção sem tumor residual na operação de acordo com a classificação TNM) foram analisados. A sobrevida foi comparada entre grupos de pacientes com dissecações toracoabdominais menos extensivas (dissecções de dois campos) e dissecções colotoracoabdominais extensivas (dissecções de três campos). RESULTADOS: O estudo comparativo revelou que a taxa de sobrevida em 5 anos para pacientes com TNM RO após dissecação de campo livre (55,0%) foi significativamente melhor (teste de log-rank, p = 0,0013) do que a taxa após a dissecação de dois campos (38,3%). Os resultados foram particularmente significativos em subgrupos com estágios III e IV (devido ao fator nodal). A taxa geral de sobrevida em 5 anos após todas as ressecções foi de 42,4%. CONCLUSÕES: Avaliou-se o papel da dissecação linfática radical no câncer do esôfago torácico. A sobrevida a longo prazo foi comparada entre dois grupos com dissecação de dois e três campos. Constatou-se que a taxa de sobrevida foi significativamente melhor em pacientes com dissecação extensiva de três campos.
Akiyama et al. (Qui,) estudaram essa questão.