Uma parte considerável da comunicação cotidiana é baseada online nos dias de hoje. Imaginar a vida sem o uso diário (ou até mesmo horário) do WhatsApp parece impossível para muitas pessoas. O presente estudo exploratório (N=135) analisa mais de perto o uso do WhatsApp e as consequências psicológicas. Nosso estudo destaca correlações e diferenças no uso e na experiência de recursos específicos do WhatsApp (chats individuais e grupais, Última Vez Vista e Confirmações de Leitura) com a qualidade de comunicação percebida e bem-estar, também traçando relações com teorias psicológicas, como a estrutura de necessidades humanas e necessidade de pertencimento. Um alto número de chats individuais foi correlacionado positivamente com a profundidade da comunicação percebida, mas também com estresse percebido e desperdício de tempo. Além disso, o bem-estar foi afetado pelo modo de uso individual e experiência com os recursos do WhatsApp. Por exemplo, o estresse percebido foi significativamente maior entre os participantes com uso ativo de Confirmações de Leitura do que com uso passivo e, especialmente, participantes que se sentem estressados por Confirmações de Leitura, concordando em se sentir mais relaxados sem elas, consideraram a comunicação via WhatsApp um desperdício de tempo. Discutimos as implicações de nossas descobertas no nível do comportamento de uso pessoal, bem como na pesquisa e design de IHC em geral. Destacamos os desafios para o indivíduo personalizar a tecnologia para apoiar um uso saudável na vida diária. Finalmente, o presente estudo enfatiza a necessidade de avaliação da experiência do usuário em um nível detalhado, focando em recursos individuais e suas consequências, e reconhecendo como sua ativação ou desativação pode eventualmente mudar o caráter do produto como um todo.
Blabst et al. (Sat,) estudaram essa questão.
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