A estimulação fisiológica reduz o acidente vascular cerebral ou a morte cardiovascular comparado à estimulação ventricular em pacientes que necessitam de um marcapasso para bradicardia sintomática?
O acompanhamento estendido para 6,4 anos confirma que a estimulação fisiológica não reduz a morte cardiovascular ou acidente vascular cerebral comparado à estimulação ventricular, mas proporciona uma redução persistente e significativa no desenvolvimento de fibrilação atrial.
FUNDAMENTOS: O Teste Canadense de Estimulação Fisiológica (CTOPP) relatou que o risco de acidente vascular cerebral ou morte cardiovascular foi similar entre pacientes recebendo marcapassos ventriculares e fisiológicos ao final do período original de acompanhamento de 3 anos. No entanto, a ocorrência de fibrilação atrial foi significativamente menos frequente com marcapassos fisiológicos. Para avaliar um potencial benefício atrasado da estimulação fisiológica, o acompanhamento dos pacientes neste estudo foi estendido para 6 anos. MÉTODOS E RESULTADOS: Um total de 1474 pacientes necessitando de um marcapasso para bradicardia sintomática foram randomizados para receber marcapassos ventriculares e 1094 para marcapassos fisiológicos. O desfecho primário foi acidente vascular cerebral ou morte cardiovascular. O estudo foi completado em julho de 1998, e o acompanhamento foi estendido até julho de 2001. Em um acompanhamento médio de 6,4 anos, não houve diferença entre os grupos de tratamento no desfecho primário de morte cardiovascular ou acidente vascular cerebral. Não houve diferença significativa na mortalidade total ou acidente vascular cerebral entre os grupos. Houve uma taxa significativamente menor de desenvolvimento de fibrilação atrial no grupo fisiológico, com uma redução do risco relativo de 20,1% (IC, 5,4 a 32,5; P=0,009). CONCLUSÕES: O estudo estendido do CTOPP não mostra diferença na morte cardiovascular ou acidente vascular cerebral, ou na mortalidade total, ou no acidente vascular cerebral entre pacientes implantados com marcapassos ventriculares ou fisiológicos ao longo de um acompanhamento médio de >6 anos. No entanto, há uma redução significativa e persistente no desenvolvimento de fibrilação atrial com a estimulação fisiológica.
Kerr et al. (Ter,) estudaram esta questão.
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