Key points are not available for this paper at this time.
Uma variedade ‘babilônica’ de conceitos e aplicações de redes de políticas pode ser encontrada na literatura. Não há um entendimento comum sobre o que são realmente as redes de políticas, nem foi acordado se as redes de políticas constituem apenas uma metáfora, um método, uma ferramenta analítica ou uma teoria propriamente dita. O objetivo deste artigo é revisar o estado da arte no campo das redes de políticas. Atenção especial é dada à concepção alemã de redes de políticas, que é diferente daquela predominante na literatura anglo-saxônica. Enquanto estudiosos britânicos e americanos costumam conceber redes de políticas como um modelo de relações estado/sociedade em uma determinada área de questão, trabalhos alemães tendem a tratar as redes de políticas como uma forma alternativa de governança em relação à hierarquia e ao mercado. Argumenta-se que essa concepção de redes de políticas vai além de servir apenas como uma caixa de ferramentas analítica para estudar a elaboração de políticas públicas. No entanto, tanto a concepção alemã quanto a anglo-saxônica de redes de políticas enfrentam um desafio comum: primeiro, ainda precisa ser demonstrado sistematicamente que as redes de políticas não só existem, mas são realmente relevantes para a elaboração de políticas, e segundo, o problema da ambiguidade das redes de políticas deve ser enfrentado, pois as redes de políticas podem tanto aumentar quanto reduzir a eficiência e a legitimidade da elaboração de políticas.
Tanja A. Börzel (qui,) estudou essa questão.