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Resumo: Os Estados Unidos tratam cada vez mais as sanções econômicas como uma ferramenta de primeiro recurso, no entanto, a pesquisa existente não explicou totalmente por que a política de sanções varia drasticamente entre as administrações presidenciais. Este artigo argumenta que tal variação decorre das crenças causais dos líderes sobre dois fatores específicos das sanções: o equilíbrio ofensiva-defensiva das sanções econômicas e o risco de retrocesso das sanções. Apresento o conceito de uma doutrina de sanções — um subconjunto da grande estratégia que estrutura como os Estados desenham e empregam a coerção econômica — e desenvolvo uma tipologia vinculando quatro proeminentes grandes estratégias dos EUA — Internacionalismo Liberal, Primazia Conservadora, Engajamento Profundo e Restauração — a distintas doutrinas de sanções. Enquanto as grandes estratégias definem amplos objetivos estratégicos, as crenças causais dos líderes explicam a variação no ativismo das sanções e as divergências doutrinais na prática. Uma investigação de plausibilidade que compara as sanções dos EUA contra o Irã sob as administrações Obama e Trump ilustra como diferenças na eficácia percebida e nos custos geram uma variação previsível na política de sanções.
Paul Silva (Ter,) estudou esta questão.