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Resumo Como funciona a direção para a sustentabilidade dentro do mundo da política contemporânea, onde os papéis são cada vez mais ambíguos e o poder disperso? Este artigo explora essa questão empiricamente ao estudar a prática da governança reflexiva—um modo de direção que incentiva os atores a examinarem e reconsiderarem suas suposições subjacentes, arranjos institucionais e práticas. A prática da governança reflexiva foi conceptualizada de várias maneiras: como um processo estratégico de abertura e fechamento, como uma atividade liderada pelo Estado de facilitação de transições sócio-tecnológicas, e como um modo de coordenação em rede para promover a inovação do sistema. O que todas essas explicações subestimam é o contexto político dos processos reflexivos e a política que eles geram. Este artigo oferece uma conceituação alternativa da governança reflexiva que situa os locais de reflexividade dentro de um sistema discursivo mais amplo composto por múltiplas arenas, atores e formas de comunicação política. Aplicar essa estrutura a um estudo de caso na Holanda revela uma série de lutas envolvidas na implementação da governança reflexiva, particularmente à medida que os atores tentam reconciliar as demandas da reflexividade (ser aberto, autocrítico e criativo) com as demandas de seu mundo político existente (preferências fechadas, orientadas por agenda, controle). A análise ilumina o trabalho—e de fato a política—envolvida na legitimação de modos mais reflexivos de governar para a sustentabilidade.
Hendriks et al. (Sat,) estudaram esta questão.
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