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A lipoproteína(a) (Lp(a)) é uma lipoproteína circulante complexa, e cada vez mais evidências demonstraram seu papel como um fator de risco para doenças cardiovasculares ateroscleróticas (ASCVD) e como um possível alvo terapêutico. Os efeitos aterogênicos da Lp(a) são atribuídos a vários mecanismos potenciais, além do acúmulo de colesterol na parede arterial, incluindo efeitos pró-inflamatórios mediadas principalmente por fosfolipídios oxidativos. Vários estudos encontraram uma relação causal e independente entre os níveis de Lp(a) e o risco cardiovascular. Além disso, diversos estudos também sugerem uma associação causal entre os níveis de Lp(a) e a estenose aórtica calcificada. Os agentes redutores de lipídios disponíveis têm, na melhor das hipóteses, um impacto moderado nos níveis de Lp(a). Entre as terapias disponíveis, os inibidores da convertase proproteica subtilisina/kexina tipo 9 de anticorpos são os mais eficazes na redução da Lp(a). Tratamentos potentes para redução de Lp(a) que visam a expressão de LPA estão em desenvolvimento. A medição dos níveis de Lp(a) apresenta alguns desafios devido à ausência de um método de referência definitivo e à notificação dos valores de Lp(a) como concentrações molares (nanomoles por litro (nmol/L)) ou concentrações em massa (miligramas por decilitro (mg/dL)) por diferentes ensaios. Atualmente, a medição de Lp(a) é recomendada para refinar o risco cardiovascular em cenários clínicos específicos, ou seja, em indivíduos com histórico familiar de ASCVD precoce, em pacientes com ASCVD não explicada por fatores de risco padrão ou naqueles com eventos recorrentes apesar da gestão otimizada dos fatores de risco tradicionais. Pacientes com altos níveis de Lp(a) devem ser tratados com abordagens mais intensivas para tratar outros fatores de risco cardiovascular modificáveis. No geral, esta revisão foca na Lp(a) como um fator de risco para ASCVD e alvo terapêutico. Além disso, relata recomendações práticas para medição e interpretação da Lp(a) e evidências atualizadas sobre abordagens para redução da Lp(a).
Fusco et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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