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A condução motora central (CMC) foi avaliada em 32 sujeitos normais e 83 pacientes com esclerose múltipla, e os achados foram correlacionados com sinais clínicos e dados de potenciais evocados. O tempo de CMC foi obtido a partir da diferença de latência nas respostas do músculo abdutor do dedo mínimo à estimulação magnética do córtex motor e à estimulação elétrica no espaço intervertebral C-7/T-1. O tempo médio de CMC em sujeitos normais foi de 6,2 msec (DP 0,86 msec), e as amplitudes das respostas aos estímulos corticais foram pelo menos 18% daquelas obtidas com estímulos no punho. A CMC foi anormal em 60 pacientes com esclerose múltipla (72%); isso correlacionou-se bem com reflexos flexores dos dedos rápidos (p menor que 0,005). A CMC foi anormal em 79% dos pacientes com fraqueza do músculo abdutor do dedo mínimo e em 54% com um músculo normal. O exame neurológico foi normal em 7 braços com CMC anormal. Os potenciais visuais evocados foram anormais em 67%, os potenciais somatossensitivos evocados em 59% e os potenciais auditivos evocados do tronco cerebral em 39% dos testados. Para cada procedimento, mais sujeitos apresentaram CMC anormal e potenciais evocados normais do que o oposto. A técnica é valiosa para demonstrar e documentar lesões nas vias motoras centrais na esclerose múltipla, especialmente quando os sinais físicos são equívocos.
Heß et al. (Ter,) estudaram essa questão.