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O objetivo do estudo foi comparar os achados histológicos em músculos dos membros e respiratórios de sujeitos controle e pacientes com insuficiência cardíaca de duas etiologias diferentes. Biópsias dos músculos quadríceps femoral, esternocleidomastoideo, diafragma e peitoral maior foram coletadas de cada grupo. Os sujeitos controle apresentaram todos função ventricular esquerda normal, e eram compostos por sete submetidos à ablação cirúrgica de vias elétricas e 10 submetidos à cirurgia de artéria coronária. O grupo de insuficiência cardíaca apresentava função ventricular esquerda severamente comprometida e estava sendo submetido a transplante cardíaco em todos, exceto um caso. Dez pacientes com cardiomiopatia dilatada idiopática e sete com insuficiência cardíaca de origem isquêmica foram estudados. Técnicas histoquímicas convencionais e corantes imunofluorescentes específicos para anti-miosina foram utilizados. Não houve diferenças consistentes na prevalência ou diâmetro do tipo de fibra entre os grupos. Não houve anomalias histológicas importantes nos dois grupos controle. Houve alterações menores/maiores em quatro dos sete pacientes com insuficiência cardíaca isquêmica, mas nenhuma anomalia maior, enquanto no grupo de cardiomiopatia dilatada houve cinco dos 10 pacientes com alterações menores/maiores e três dos 10 com anomalias maiores (P < 0,001 vs controles). Uma variedade de alterações foi observada em ambos os grupos de sujeitos com insuficiência cardíaca. Essas foram mais marcadas no grupo de cardiomiopatia dilatada do que no isquêmico e sugerem a presença de regeneração e/ou transformação do tipo de fibra. Entre os achados estavam agregados tubulares, internalização de núcleos, coloração bizarra da miosina e coloração da miosina neonatal (sete de 14) e a presença de núcleos (cinco de 14). Tais mudanças foram mais proeminentes no diafragma do que nos outros músculos. Em conclusão, anomalias histológicas estão presentes nos músculos dos membros e respiratórios de sujeitos com insuficiência cardíaca. As mudanças são mais marcadas em sujeitos com cardiomiopatia dilatada idiopática, sugerindo que pode haver uma miopatia cardíaca e esquelética generalizada nesses sujeitos. A presença de anomalias histológicas nos músculos respiratórios pode contribuir para a patogênese da dispneia na insuficiência cardíaca.
Lindsay et al. (Sex,) estudaram essa questão.