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OBJETIVO: Determinar se convulsões eletrográficas não convulsivas pós-traumáticas resultam em aumentos da pressão intracraniana e na relação lactato/piruvato da microdiálise. DESENHO: Monitoramento prospectivo com análise de dados retrospectiva. LOCAL: Unidade de terapia intensiva neurológica acadêmica de um único centro. PACIENTES: Vinte pacientes com traumatismo craniano moderado a grave (Escala de Coma de Glasgow 3-13). MEDIÇÕES E RESULTADOS PRINCIPAIS: Eletroencefalografia contínua e microdiálise cerebral foram realizadas por 7 dias após a lesão. Dez pacientes tiveram convulsões e foram comparados com uma coorte pareada de pacientes com traumatismo craniano sem convulsões. As convulsões foram repetitivas e constituíram status epiléptico em sete dos dez pacientes. Usando um desenho intra-sujeito, convulsões pós-traumáticas resultaram em aumentos episódicos da pressão intracraniana (22.4 +/- 7 vs. 12.8 +/- 4.3 mm Hg; p < .001) e um aumento episódico na relação lactato/piruvato (49.4 +/- 16 vs. 23.8 +/- 7.6; p < .001) no grupo de convulsões. Usando uma comparação entre grupos, o grupo de convulsões demonstrou uma pressão intracraniana média mais alta (17.6 +/- 6.5 vs. 12.2 +/- 4.2 mm Hg; p < .001), uma relação lactato/piruvato média mais alta (38.6 +/- 18 vs. 27 +/- 9; p < .001) em comparação com pacientes sem convulsões. A pressão intracraniana e a relação lactato/piruvato permaneceram elevadas além da hora 100 pós-lesão no grupo de convulsões, mas não no grupo sem convulsões (p < .02). CONCLUSÃO: Convulsões pós-traumáticas resultam em aumentos episódicos bem como duradouros da pressão intracraniana e da relação lactato/piruvato da microdiálise. Esses dados sugerem que as convulsões pós-traumáticas representam um alvo terapêutico para pacientes com traumatismo craniano.
Vespa et al. (Sáb,) estudaram essa questão.