Resumo Este artigo desenvolve uma teoria de nível intermediário sobre como as obrigações ambientais sob acordos de comércio livre de nova geração (FTAs) são internalizadas em economias em desenvolvimento, usando o Vietnã como um caso revelador. A literatura existente sobre comércio e meio ambiente mapeou o projeto, a densidade e a aplicabilidade das disposições ambientais nos FTAs, enquanto trabalhos relacionados examinaram medidas ambientais relacionadas ao comércio e reformas verdes domésticas em estados em desenvolvimento. O que permanece insuficientemente explicado são os mecanismos institucionais pelos quais as obrigações dispersas dos tratados se tornam capacidade de governança doméstica. O artigo aborda essa lacuna conceituando a internalização como uma coordenação adaptativa: um processo de três camadas que liga tradução normativa, coordenação institucional e infraestrutura de conformidade. Baseando-se em análise doutrinária do Acordo de Livre Comércio União Europeia-Vietnã (EVFTA), do Acordo Abrangente e Progressivo para Parceria Trans-Pacífico (CPTPP), de acordos ambientais multilaterais selecionados e instrumentos legais vietnamitas, o artigo argumenta que a implementação não pode ser reduzida à transposição legal. O Vietnã mostra que a distância entre a compatibilidade legal e a verdadeira internalização substancial é produzida pela dispersão do tratado, fragmentação institucional, camadas assimétricas de tratados, encargos de conformidade em nível empresarial e o risco de uma
Hoang et al. (Mon,) studied this question.