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OBJETIVO: A resistência à proteína C ativada (APC) não relacionada à mutação do fator V Leiden é um fator de risco para trombose venosa. A terapia de reposição de estrogênio oral (ERT) tem sido relatada como indutora de resistência à APC. Pouco se sabe sobre o efeito do estrogênio transdérmico. MÉTODOS E RESULTADOS: Inscrevemos 196 mulheres na pós-menopausa que foram alocadas aleatoriamente para receber 1 mg de 17beta-estradiol oralmente (n=63) ou 50 microg de 17beta-estradiol transdérmico por dia (n=68), ambos associados a 100 mg de progesterona diariamente ou placebo (n=65) durante 6 meses. Um teste baseado no tempo de tromboplastina parcial ativada (APTT) e o efeito da APC sobre o potencial de trombina (ETP) foram utilizados. A ERT oral induziu uma resistência à APC baseada em ETP em comparação tanto com o placebo (P=0.006) quanto com a ERT transdérmica (P<0.001), mas não houve efeito significativo da ERT transdérmica em comparação com placebo (P=0.191). Não houve efeito significativo da ERT sobre a razão de sensibilidade à APC baseada no APTT. Os níveis plasmáticos do fragmento 1+2 da protrombina foram significativamente mais altos após 6 meses de tratamento em mulheres alocadas à ERT oral em comparação com aquelas em placebo e ERT transdérmica e foram positivamente e significativamente correlacionados com mudanças na razão de sensibilidade à APC baseada em ETP. CONCLUSÕES: Nossos dados mostram que o estrogênio oral, ao contrário do transdérmico, induz resistência à APC e ativa a coagulação sanguínea. Esses resultados enfatizam a importância da via de administração do estrogênio.
Oger et al. (2003) estudaram essa questão.
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