RESUMO: Este artigo, de natureza teórica, tem por objetivo descrever a desordem interna da Sociologia da Educação desde 1970 e indicar em que medida a obra de Bernstein caminhou no sentido contrário a essa desordem. Argumenta-se que a obra de Bernstein, teórica e metodologicamente, é caracterizada pela forte conceptualização, pelo elevado nível de abstração e pelo poder de descrever e explicar os objetos empíricos, aproximando-se mais das estruturas de conhecimento de gramática forte e verticais. Com esse argumento, pretende-se demonstrar as singularidades e a relevância da obra de Bernstein, questionar o relativismo epistemológico e dialogar com o mais recente livro de Stephen J. Ball e Jordi Collet-Sabé.
Martins et al. (Thu,) studied this question.