Does advanced age impact treatment and mortality outcomes in patients admitted with acute myocardial infarction?
Elderly patients (≥75 years) admitted with acute myocardial infarction receive less evidence-based therapy and have a significantly higher risk of short- and medium-term mortality compared to younger patients.
The elderly population admitted for acute myocardial infarction is increasing. This group is not well studied in international trials and is probably treated with a more conservative approach. To evaluate the presentation and treatment of myocardial infarction according to age, particularly in very elderly patients. We studied 1242 consecutive patients admitted with acute myocardial infarction, assessing in-hospital, 30-day and one-year mortality during follow-up for each age-group. Patients were divided into four groups according to age: <45 years (7.6%); 45–64 years (43.3%); 65–74 years (23.4%); and ≥75 years (25.7%). Elderly patients had a worse risk profile (except for smoking), more previous history of coronary disease and a worse profile on admission, with the exception of lipid profile, which was more favorable. With regard to treatment of the elderly, although less optimized than in other age-groups, it was significantly better compared to other registries, including for percutaneous coronary angioplasty. Both complications and mortality were worse in the older groups. In elderly patients (≥75 years), adjusted risk of mortality was 4.9–6.3 times higher (p<0.001) than patients in the reference age-group (45–64 years). In these patients, the independent predictors of death were left ventricular function and renal function, use of beta-blockers being a predictor of survival. Elderly patients represent a substantial proportion of the population admitted with myocardial infarction, and receive less evidence-based therapy. Age is an independent predictor of short- and medium-term mortality. A população idosa admitida com enfarte continua a aumentar, sendo este grupo mal estudado nos ensaios internacionais e provavelmente tratados de uma forma mais conservadora. Avaliar a apresentação e tratamento do enfarte do miocárdio de acordo com a idade, em particular nos mais idosos. Estudo de 1242 doentes consecutivos admitidos por enfarte agudo do miocárdio. Ava-liámos a ocorrência de mortalidade intra-hospitalar, aos 30 dias e ao 1.° ano de seguimento em relação ao respectivo grupo etário. Os doentes foram caracterizados em quatro grupos etário: < 45 anos (7,6%); 45 – 64 anos (43,3%), 65 – 74 anos (23,4%) e ≥ 75 anos (25,7%). Os doentes mais idosos têm um pior perfil de risco (excepto tabagismo), mais história prévia de doença coronária e pior perfil de apresentação, exceptuando-se o perfil lipídico que é mais favorável. Relativamente ao tratamento dos idosos, este não foi tão optimizado comparativamente com outros grupos etários, embora seja melhor do que o reportado em outros registos, incluindo a realização de angioplastia coronária. Quer as complicações, quer as diferentes mortalidades consideradas foram piores no grupo com mais idade. Nos indivíduos com ≥ 75 anos, o risco de mortalidade ajustado é 4,9 – 6,3 vezes superior (p<0,001) comparativamente com o grupo etário de referência dos 45-64 anos. Nos indivíduos mais idosos, os principais factores predizentes independentes de mortalidade são a função ventricular esquerda e função renal, sendo a utilização de bloqueadores beta factor predizente de sobrevivência. Os idosos representam uma percentagem importante da população admitida por enfarte, recebendo menos terapêuticas com evidências científicas, sendo a idade um factor predizente independente de mortalidade a curto e médio-prazo.
Timóteo et al. (Thu,) studied this question.
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