Resumo Introdução: Torniquetes reutilizáveis são amplamente utilizados em cirurgias ortopédicas no Brasil, mas dados nacionais sobre sua contaminação são escassos. Objetivo: Avaliar a prevalência e o perfil microbiológico da contaminação em torniquetes reutilizáveis em hospitais brasileiros. Métodos: Estudo observacional multicêntrico conduzido em seis hospitais. Foram coletados swabs de 54 torniquetes imediatamente após o uso cirúrgico e antes da desinfecção, abrangendo uma área estimada de 10 cm². As amostras foram cultivadas e identificadas por métodos automatizados. A carga bacteriana foi descrita por mediana e intervalo interquartil (IQR), e as comparações entre hospitais públicos e privados foram realizadas pelos testes exato de Fisher e Mann-Whitney. Resultados: A prevalência de contaminação foi de 70,4% (38/54). A mediana da carga microbiana global foi de 101 UFC por dispositivo (IQR: 0–153), correspondendo a aproximadamente 10,1 UFC/cm². Os microrganismos predominantes foram Staphylococcus coagulase-negativo (48,1%) e Staphylococcus aureus (18,5%), com isolamento de Pseudomonas aeruginosa, Bacillus sp. e Candida sp. A taxa de contaminação foi de 78,6% em hospitais públicos e 61,5% em privados ($p=0,081$), sem diferença estatística significativa na mediana da carga bacteriana entre as instituições ($p=0,412$). Conclusão: Há uma elevada prevalência de contaminação por patógenos clinicamente relevantes em torniquetes reutilizáveis, independentemente do tipo de hospital. Os resultados indicam falhas sistêmicas no reprocessamento e sugerem a necessidade de protocolos de desinfecção de alto nível ou a adoção de dispositivos estéreis descartáveis para mitigar o risco de contaminação cruzada. PALAVRAS CHAVE: Medição da dor; Infecção hospitalar; Cirurgia ortopédica.
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Baumfeld et al. (2026) studied this question.
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