Comparative study evaluates clinical and radiographic outcomes in moderate hálux valgo using two techniques, indicating efficacy of both.
Introdução: A cirurgia minimamente invasiva tem emergido como alternativa promissora no tratamento do hálux valgo (HV), contudo, a literatura carece de comparações diretas entre as técnicas percutâneas. O objetivo deste estudo é comparar os resultados clínicos, funcionais e radiográficos das técnicas Reverdin-Isham Modificada (RImod) e Minimally Invasive Chevron-Akin (MICA) no tratamento do HV moderado. Métodos: Estudo retrospectivo comparativo de 81 pés (38 MICA, 43 RImod) com hálux valgo moderado (AIM ≤ 18°, AVH ≤ 40°). Avaliações pré e pós‑operatórias (6 meses) incluíram o escore AOFAS, ângulos intermetatarsal (AIM) e de valgismo do hálux (AVH), e subluxação do sesamoide fibular. A análise estatística utilizou testes t de Student e Wilcoxon, com ajuste para bilateralidade. Resultados: Ambos os grupos demonstraram melhora significativa (p < 0,001) no AOFAS (MICA: 37,9 ± 12,6 → 90,95 ± 8,1; RImod: 40,47 ± 13,1 → 93,4 ± 6,5), no AIM (MICA: 14,9 ± 2,1° → 10,0 ± 3,0°; RImod: 14,4 ± 2,1° → 10,0 ± 2,8°), no AVH (MICA: 31,3 ± 6,1° → 11,8 ± 5,7°; RImod: 29,0 ± 5,8° → 11,0 ± 4,4°) e na recentralização do sesamoide fibular (MICA: 89 % → 53 %; RImod: 82 % → 51 %). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as técnicas para o ganho funcional (p = 0,98), correção do AIM (p = 0,43), AVH (p = 0,30) ou recentralização do sesamoide (p = 0,41). A taxa de complicações foi de 21,1 % para MICA e 9,3 % para RImod (p = 0,149), com perfil distinto: MICA apresentou problemas com implantes e recidiva, enquanto RImod teve casos de lesão nervosa e malunião. Conclusão: RImod e MICA são eficazes para correção do hálux valgo moderado, com resultados clínicos e radiográficos comparáveis. A MICA permite maior correção angular do AIM, mas com risco de complicações de relacionadas ao material de síntese; a RImod elimina esse risco, apresentando menor taxa de complicações. A decisão cirúrgica deve ser individualizada. PALAVRAS CHAVE: Hálux valgus; Procedimentos Cirúrgicos Minimamente Invasivos; Osteotomia.
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Xavier et al. (2026) studied this question.
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