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É amplamente assumido que a alfabetização publicitária torna as crianças menos suscetíveis aos efeitos da publicidade. No entanto, a pesquisa empírica não fornece evidências convincentes para essa visão. Neste artigo, explicamos por que a alfabetização publicitária, como atualmente definida (ou seja, conhecimento conceitual sobre publicidade), não é eficaz na redução da suscetibilidade das crianças à publicidade. Especificamente, com base em insights recentes sobre o processamento publicitário pelas crianças, argumentamos que, devido à natureza baseada em afeto da publicidade contemporânea, as crianças processam principalmente a publicidade em condições de baixa elaboração e, consequentemente, é improvável que utilizem seu conhecimento publicitário como uma defesa crítica. Além disso, a literatura sobre desenvolvimento cognitivo sugere que a capacidade das crianças de usar o conhecimento publicitário como defesa será ainda mais limitada por suas habilidades imaturas de funcionamento executivo e regulação emocional. Portanto, argumentamos que a conceptualização atual da alfabetização publicitária precisa ser estendida com duas dimensões: performance da alfabetização publicitária, que leva em conta o uso real do conhecimento conceitual sobre publicidade, e alfabetização publicitária atitudinal, que inclui mecanismos atitudinais de baixo esforço que podem funcionar como uma defesa em condições de baixa elaboração. Concluímos nosso artigo com direções específicas para futuras pesquisas e implicações para o debate societal e político em andamento sobre crianças e publicidade.
Rozendaal et al. (Quarta-feira) estudaram esta questão.
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