Experimental examination of we-speak's impact on communication, highlighting its transformative potential.
The article presents we-speak, a live practice of speaking and writing exclusively in the first-person plural. Originally conceived for a durational performance, this linguistic constraint has since been tested in workshops, academic settings, and everyday situations. Drawing on physics, where resonance describes the selective response of a system to an external force matching its frequency, the article deliberately borrows and displaces this concept to examine a series of exercises in and with language. Written from the perspective of a writer-artist and a choreographer, the article asks: What happens when ‘I’ and ‘you’ are suspended? What forms of resonance and responsiveness does this grammatical hack enable — or limit? Can it contribute to transforming the ‘I’ through the ‘we’?Unfolding through a series of written and spoken situations, the article analyses the subtle shifts and microphenomenological turns opened up during we-speak. For example, in an exercise called we-biography, life events are narrated collectively. Slippages within the constraint — moments when speakers revert to ‘I’ or ‘you’ — function as productive glitches, revealing the intrinsic frequency of pronouns and their capacity to distribute roles and shape perspectives. In another exercise, we-speak reconfigures relational address in love writing: accusation (‘your mistake’) shifts towards co-responsibility (‘our mistake’). The ‘we’ emerges as an expanded field of reference and as a site of oscillation between voices, bodies, and material. The article concludes by proposing we-speak as a possible linguistic practice for negotiating conflict and grief.O artigo apresenta we-speak, uma prática viva de fala e escrita que utiliza exclusivamente a primeira pessoa do plural. Concebido originalmente para uma performance de longa duração, este constrangimento linguístico tem vindo a ser testado em oficinas, contextos académicos e situações do quotidiano. Inspirando-se na física, onde a ressonância descreve a resposta seletiva de um sistema a uma força externa que coincide com a sua frequência, o artigo apropria-se deliberadamente deste conceito e desloca-o para examinar uma série de exercícios na e com a linguagem. Escrito a partir da perspetiva de uma escritora-artista e de uma coreógrafa, o artigo pergunta: o que acontece quando ‘eu’ e ‘tu’ são suspensos? Que formas de ressonância e responsividade este hack gramatical possibilita — ou limita? Poderá contribuir para transformar o ‘eu’ através do ‘nós’?Desdobrando-se numa série de situações escritas e faladas, o artigo analisa os deslocamentos subtis e as viragens microfenomenológicas que se abrem durante o we-speak. Por exemplo, num exercício denominado we-biografia, acontecimentos de vida são narrados coletivamente. Deslizamentos no interior do constrangimento — momentos em que os participantes regressam ao ‘eu’ ou ao ‘tu’ — funcionam como glitches produtivos, revelando a frequência intrínseca dos pronomes e a sua capacidade de distribuir papéis e moldar perspetivas. Noutro exercício, o we-speak reconfigura o endereçamento relacional na escrita amorosa: a acusação (‘o teu erro’) desloca-se para a co-responsabilidade (‘o nosso erro’). O ‘nós’ emerge como campo expandido de referência e como espaço de oscilação entre vozes, corpos e matéria. O artigo conclui propondo o we-speak como uma possível prática linguística para negociar conflito e luto. keywords:
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