O presente artigo tem como objetivo analisar a relação entre o tempo de tela e a saúde mental de adolescentes, com foco nos sintomas de ansiedade, estresse e depressão. A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações biológicas, cognitivas e psicossociais, sendo também um período de maior vulnerabilidade emocional. Com o avanço das tecnologias digitais, o uso de smartphones, computadores e redes sociais tornou-se parte constante da rotina dos jovens, despertando preocupações quanto aos impactos desse uso excessivo no bem-estar psicológico. Trata-se de uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, realizada a partir da análise de artigos científicos publicados entre 2018 e 2024, em bases como Scielo e ScienceDirect, além de obras clássicas sobre desenvolvimento humano. Os resultados indicam que o aumento do tempo de exposição às telas está associado ao crescimento de sintomas de ansiedade, depressão e estresse, além de prejuízos na qualidade do sono, nas relações sociais e no desempenho escolar. Observou-se também que meninas apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos emocionais do uso excessivo das redes sociais, especialmente devido à comparação social e à busca por validação online. Conclui-se que o uso excessivo de telas representa um importante fator de risco para a saúde mental dos adolescentes, sendo necessária a promoção de estratégias de prevenção e de uso mais equilibrado das tecnologias digitais.
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Ganem et al. (2026) studied this question.
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