RESUMO O objetivo do estudo é analisar a influência das conexões políticas e das características do comitê de auditoria na qualidade da auditoria, medida pelos honorários pagos aos auditores. Embora a literatura internacional explore conexões políticas e auditoria, há escassez de estudos que abordem o papel do comitê de auditoria como mecanismo de governança no contexto brasileiro, especialmente considerando sua não obrigatoriedade para todas as empresas. Faltam pesquisas que investiguem como a composição e o funcionamento desse comitê, em ambientes de influência política, afetam a supervisão financeira e a mitigação de riscos. A discussão é relevante devido à pouca evidência sobre o impacto das conexões políticas na independência do auditor e na transparência financeira no Brasil. Compreender esses efeitos é fundamental para aprimorar práticas de governança e reduzir a utilização de conexões políticas como ativos para obtenção de benefícios governamentais. Os achados indicam que comitês maiores, independentes e atuantes fortalecem a fiscalização, reduzem fraudes e aumentam a transparência. Os resultados subsidiam empresas e formuladores de políticas na busca por uma governança mais robusta. Este estudo é descritivo e documental, com painel de dados não balanceado de 153 empresas brasileiras listadas na B3 S.A. - Brasil, Bolsa, Balcão, no período de 2016 a 2023. O estudo indica que as conexões políticas no comitê de auditoria reduzem a qualidade da auditoria no Brasil, em contraste com parte da literatura internacional. Em contrapartida, comitês maiores, mais independentes e com reuniões frequentes elevam a qualidade da auditoria e fortalecem a governança. Já a participação feminina e a expertise financeira dos membros estão relacionadas a menores honorários de auditoria. Os resultados ressaltam a importância de uma composição adequada e eficiente dos comitês de auditoria.
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Ames et al. (2026) studied this question.
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